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Carnaval, resistência e povo: a trajetória de Lula como símbolo da história do Brasil

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Escrito por: Wallace Sousa
Categoria: Artigos
Publicado: 20 de fevereiro de 2026
Acessos: 82
O último carro alegórico da Acadêmicos de Niterói, com uma estátua gigante de Lula...  Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/poder-governo/veja-imagens-do-desfile-pro-lula-na-marques-de-sapucai/) © 2026 Todos os direitos são reservados ao Poder360, conforme a Lei nº 9.610/98. A publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia são proibidas.
Reprodução/TV Globo – 15.fev.2026... Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/poder-governo/veja-imagens-do-desfile-pro-lula-na-marques-de-sapucai/) © 2026 Todos os direitos são reservados ao Poder360, conforme a Lei nº 9.610/98.

O Carnaval brasileiro sempre foi muito mais do que festa, fantasia e alegria. Ele é, historicamente, um espaço de disputa simbólica, expressão política, memória coletiva e território de resistência do povo negro, trabalhador e periférico. Desde suas origens, o samba e as escolas de samba surgiram como manifestações populares que enfrentaram a criminalização, o racismo estrutural e a marginalização cultural impostas pelas elites conservadoras. Ao ocupar as ruas, os terreiros e, mais tarde, a avenida, o povo transformou o Carnaval em um poderoso instrumento de afirmação de identidade, denúncia das desigualdades sociais e celebração da luta coletiva.

Ao longo das décadas, as escolas de samba se consolidaram como verdadeiras narradoras da história do Brasil. Seus enredos revisitam o passado sob a ótica dos que foram silenciados: o povo escravizado, os trabalhadores e trabalhadoras, as mulheres, os negros e negras, os povos indígenas e os moradores das periferias urbanas. O Carnaval passou a ser também um espaço de pedagogia popular, onde a memória histórica é reconstruída a partir do olhar do povo. É nesse chão cultural, político e popular que se insere a homenagem à trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja vida se confunde profundamente com a história da maioria do povo brasileiro.

Lula nasceu no agreste brasileiro, região marcada pela seca, pela pobreza e pela ausência do Estado. Ainda criança, enfrentou a fome, a insegurança e a dureza de uma vida sem direitos garantidos. Migrou com sua família em busca de sobrevivência, como milhões de nordestinos e nordestinas que, ao longo do século XX, foram obrigados a deixar sua terra natal para tentar construir uma vida digna nos grandes centros urbanos. Essa trajetória não é exceção: ela é a regra de um país profundamente desigual, onde a mobilidade social sempre foi negada à maioria.

Tornou-se operário metalúrgico e conheceu de perto a exploração do trabalho, os baixos salários, a repressão patronal e a violência contra a organização sindical. Foi na luta coletiva, na construção da consciência de classe e na organização dos trabalhadores que Lula encontrou o caminho da política. Sua liderança emergiu do chão da fábrica, das greves históricas do ABC paulista e da mobilização popular, consolidando-se como uma das maiores expressões da luta dos trabalhadores e trabalhadoras no Brasil.

A chegada de Lula à Presidência da República não representou apenas a vitória de um indivíduo, mas a afirmação simbólica de que o povo trabalhador pode ocupar os espaços de poder historicamente reservados às elites. Seus governos são marcados pela ampliação de políticas públicas, pelo combate estrutural à fome, pela valorização do salário mínimo, pela expansão do acesso à educação, pelo fortalecimento de programas sociais e pela inclusão de milhões de brasileiros e brasileiras no orçamento e na cidadania. Ao mesmo tempo, sua trajetória sempre esteve sob ataque de setores conservadores, das elites econômicas e de forças políticas que resistem a qualquer projeto de inclusão social, redistribuição de renda e justiça.

Ao transformar essa história em enredo, o Carnaval reafirma seu papel como instrumento de afirmação popular e política. O samba, com sua força ancestral, ecoa a voz do povo trabalhador, denunciando o racismo em todas as suas dimensões, a desigualdade social e as tentativas constantes de silenciar a cultura popular, a diversidade e a organização coletiva. A avenida não é apenas espetáculo; ela é território político, onde memória, luta, dor, resistência e esperança desfilam juntas diante do país e do mundo.

Mais do que uma homenagem a um presidente, os enredos que celebram Lula exaltam a resistência de um povo que nunca deixou de lutar. Celebrar Lula no Carnaval é celebrar a capacidade do povo brasileiro de se organizar, resistir e transformar a própria realidade, mesmo diante das adversidades históricas. É reconhecer que as conquistas sociais não caem do céu: são fruto da luta coletiva, da mobilização popular e do enfrentamento permanente às estruturas conservadoras e excludentes.

Não por acaso, Lula é o presidente brasileiro com mais sambas-enredo na história do Carnaval. Além da Acadêmicos de Niterói, outras escolas do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Belo Horizonte já homenagearam sua trajetória e, junto com ela, a luta do povo brasileiro. (360, pp. 360, P. (s.d.). https://www.poder360.com.br/poder-cultura/carnaval-ja-mostrou-presidentes-mas-so-lula-virou-enredo-durante-mandato/.)

Em 2003, a Beija-Flor de Nilópolis levou à Marquês de Sapucaí o enredo “O povo conta a sua história: saco vazio não para em pé, a mão que faz a guerra, faz a paz”, denunciando a fome, a miséria e as profundas desigualdades sociais que marcam o Brasil.

Em 2012, a Gaviões da Fiel apresentou o enredo “Verás que o Filho Fiel Não Foge à Luta – Lula, o Retrato de uma Nação”, reafirmando a força da luta popular e a identidade entre a história do presidente e a história do povo brasileiro.

Já em 2023, a Cidade Jardim, a escola de samba mais antiga de Belo Horizonte, homenageou Lula com o desfile “Sem medo de ser feliz”, retomando um dos lemas mais marcantes da luta democrática e popular no país.

Ao ocupar o Carnaval com esses enredos, reafirma-se que a cultura popular segue viva, insurgente e profundamente comprometida com a construção de um Brasil mais justo, democrático e solidário. O samba, mais uma vez, cumpre seu papel histórico: contar a história do povo a partir do povo, com coragem, verdade e esperança.

Porque onde há samba, há memória; onde há memória, há identidade. Onde há povo organizado, há resistência; e, onde há resistência, o Brasil segue em movimento, lutando por dignidade, justiça social e democracia.

Texto: Maria de Jesus (Claudinha Lima), Secretaria Nacional de Nucleação do PT.

COP 30 – Belém não é Dubai, por Beto Faro

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Escrito por: Wallace Sousa
Categoria: Artigos
Publicado: 19 de março de 2025
Acessos: 760
Senador Beto Faro destaca a necessidade de esforços multilaterais para controle do clima (Foto: Alessandro Dantas)

Graças à sua população, e aos esforços gigantescos dos poderes públicos, creio que Belém estará apta a receber os personagens que decidirão sobre os esforços multilaterais contra o colapso do clima


Ignorando as articulações de setores contrários a Belém como sede da COP 30, o presidente Lula mantém a integralidade do evento na nossa capital. O engajamento do governador do estado, do prefeito de Belém e da própria população reforçam o posicionamento do presidente. Muito se comenta sobre as vulnerabilidades urbanas de Belém, o que é verdade, mas que no Brasil, não é uma especificidade de Belém. Algumas dessas deficiências estão sendo sanadas mediante os investimentos realizados pelo governo Lula, que já somam 5 bilhões de Reais.

Claro que Belém não será transformada numa Dubai, cidade que sediou a COP 28. Continuará uma cidade atraente, exuberante, mas sem os serviços e infraestrutura urbana de excelência, próprios de uma grande metrópole de país rico. Porém, graças à sua população, e aos esforços gigantescos dos poderes públicos, creio que Belém estará apta a receber com dignidade, calor humano e com expectativas positivas, os personagens que decidirão sobre os esforços multilaterais contra o colapso do clima.

Insistimos para que não confundam Belém com Dubai, no recorte posto da ‘riqueza’; que saibam que encontrarão uma cidade com todas as contradições das grandes cidades da Amazônia, região economicamente pobre do Brasil. Mas, em contrapartida, devemos nos empenhar para também não apresentarmos Belém com os preços de Dubai.

Tem sido preocupante a elevada especulação que vimos assistindo, por alguns setores, principalmente em torno das nossas deficiências nos serviços de hospedagem. Notícias veiculadas no exterior e por jornais de grande expressão nacional dão conta de demonstrações absurdas de ganância, que são verdadeiros “tiros no pé” para os interesses do crescimento do turismo no nosso estado. Consta que há hotéis, sem classificação de estrela, que estão oferecendo diária para o período da COP acima de 10 mil Reais, para uma diária normal de R$ 180,00. Apartamentos alugados atualmente por 3 mil Reais/mês, são ofertados por 40 mil Reais, por alguns dias. Por conta de absurdos dessa natureza, muitos grupos de pessoas de várias partes do mundo que tentavam garantir a viagem a Belém desistiram do projeto. É difícil pretender a ação do poder público para coibir ou restringir esses fatos especulativos lamentáveis que conspiram contra o futuro do turismo no Pará.

Mas os poderes públicos podem e devem agir para que Belém apresente regularidade do abastecimento e estabilidade dos preços dos alimentos, em especial, daqueles da culinária regional e dos alimentos da dieta tradicional. Isto, não apenas para bem recepcionar a população visitante na época da COP, mas, principalmente, para resgatar maior conforto econômico para a nossa população, em especial, das camadas inferiores de renda.

A imprensa tem noticiado o empenho do governo Lula para enfrentar esse fenômeno da inflação da comida que os brasileiros vêm enfrentando. Aqui mesmo neste espaço já abordamos esse tema para o caso específico da região metropolitana de Belém. Mas é preocupante a resiliência da alta desses preços na nossa capital. No acumulado dos 12 meses, até fevereiro/2025, a inflação da comida em Belém foi de 8.54%; portanto, bem acima do IPCA Geral de 5.1%. Vale destacar o açaí, produto objeto do desejo de grande parte das pessoas que virão à COP. Há muito temos discutido, mas ainda não houve ação pública para reverter a tendência que gradativamente transforma o açaí em alimento de consumo das classes abastadas. Somente nos meses de janeiro e fevereiro a inflação do açaí em Belém foi de 22.2%; taxa mais de 4 vezes acima do IPCA geral. Ovo e café tiveram aumento nos preços de 23.9% e 21.8% nesses dois meses. Precisamos agir; nossa renda não é a de Dubai!

Beto Faro é senador pelo PT  e foi eleito pelo Pará


Publicado originalmente em pt.org.br

TSE e Democracia, por Beto Faro

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Escrito por: Wallace Sousa
Categoria: Artigos
Publicado: 03 de junho de 2024
Acessos: 687
Líder do PT no Senado analisa desafios a serem enfrentados pelo TSE durante a presidência de Cármen Lúcia. (Foto: Alessandro Dantas)

O líder do PT no Senado analisa o complexo desafio que o TSE enfrentará nas próximas eleições, como o controle do uso da inteligência artificial, em especial, as deepfakes.

 

No próximo dia 3/6 haverá a cerimônia de posse da Ministra Carmen Lucia na presidência do TSE. A Ministra substituirá o Ministro Alexandre de Moraes e, face as atuais circunstâncias histórias, enfrentará dois desafios políticos grandiosos para os quais, todavia, está plenamente habilitada.

O primeiro será o de organizar e comandar o processo eleitoral municipal deste ano num contexto de escalada, no Brasil, do uso massivo e inescrupuloso das mídias digitais para a destruição de reputações, e a mistificação e imposição de realidades. Essa pratica replica estratégia da extrema direita internacional para burlar e descredibilizar as democracias e suas lideranças.

Assim, mesmo que num momento político bem menos turbulento e ameaçador que o observadas em 2022, a Ministra precisará utilizar o peso da sua biografia, habilidade, liderança e autoridade para evitar os riscos que se colocam para a integridade do processo eleitoral em todas as suas dimensões. 

O segundo grande desafio da Ministra, de natureza mais subjetiva, psicológica, mas real para a política, reside no fato de ela ter que lidar com a responsabilidade de substituir no comando do TSE alguém celebrizado nos meios democráticos do país pela coragem cívica e inflexibilidade política na defesa da ordem jurídica, institucional e democrática do país sob intenso ataque desde o início do governo Bolsonaro.

Sem dúvidas, a gestão do Ministro Alexandre de Moares estará registrada na história do Brasil pelo rigor jurídico e político, sem condescendência, com as fake news e tentativas golpistas que assombraram as instituições e a democracia brasileira no período recente. Inclusive, até as regras que regerão o processo eleitoral neste ano, já estão prontas, o que facilitará a vida da Ministra, pois evitarão vazios regulatórios que seriam inevitáveis sem um TSE forte face as omissões e permissividades da atual composição majoritária do Congresso.   

Claro que afora os seus méritos, a desenvoltura do Ministro Moraes só foi possível graças ao apoio irrestrito por ele recebido pela maioria dos membros do TSE e do Supremo, incluindo a própria Ministra Carmen Lucia. Não existe assimetria de saber jurídico, de coragem, e de compromisso público e democrático entre os dois ministros. Talvez os estilos os diferenciem. A ver. 

O novo e complexo desafio factual para o TSE no próximo pleito eleitoral será o controle do uso da inteligência artificial, em especial, as deepfakes, que apresentam enorme potencial de descontextualizar, manipular ou desinformar o eleitorado e, por conseguinte, de contaminar e alterar as decisões dos eleitores. 

Em fevereiro, o TSE modificou a Resolução nº 23.610/2019 sobre propaganda eleitoral, incluindo artigos específicos voltados à inteligência artificial. O novo texto exige transparência, a utilização de marcas d’água para identificar o uso de IA na criação das peças, e proíbe deepfakes danosas ao processo. Porém, é essencial que as big techs adiram deforma plena aos conteúdos regulatórios do TSE para que tenhamos um processo eleitoral limpo, onde as peças geradas por IA sejam identificáveis, rastreáveis e transparentes. 

Com o intuito de contribuir com esse debate fortalecendo a nova gestão do TSE e, ao mesmo tempo, comprometer publicamente as plataformas com a integridade do processo eleitoral, em conjunto com as senadoras Eliziane Gama e Tereza Leitão, e o senador Humberto Costa, estaremos promovendo, provavelmente no próximo dia 14, audiência pública na Comissão de Defesa da Democracia do Senado para discutir o tema Democracia e Eleições: o impacto da Inteligência Artificial no contexto eleitoral brasileiro.

Deverão participar do evento representantes do TSE, AGU, Ministério da Justiça, META, Tik Tok, Google, X (antigo Twitter), e do Conselho Consultivo de Alto Nível da ONU para a Inteligência Artificial. Em suma, a realização desta audiência pública será um espaço coadjuvante, mas relevante, nas lutas das instituições democráticas em reforço à confiabilidade do sistema eleitoral e democrático brasileiro, tão atacados nos últimos anos. 

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