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AUDIÊNCIA PÚBLICA EM DEFESA DOS BANCOS PÚBLICOS

O Sindicato dos Bancários juntamente com o mandato do deputado Estadual Carlos Bordalo, realizou hoje (16), no auditório João Batista da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, a audiência pública em defesa dos bancos públicos.

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A audiência contou com a presença de trabalhadores e trabalhadoras dos bancos públicos existentes no Pará, além de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, Banco da Amazônia – BASA, Central Única dos Trabalhadores – CUT e Central dos Trabalhadores do Brasil – CTB.

Em números, Bordalo destacou que de janeiro a maio de 2017, foram fechadas mais de 900 (novecentas) agências em todos o Brasil. “No total, em poucos meses foram exatamente 929 agências fechadas. Para o Brasil, Isso significa menos desenvolvimento, menos investimento, menor crescimento, mais fome, mais miséria, mais desemprego”.

O representante da OAB presente falou dos desmontes que essa operação de tentativa de privatização causa ao país. “A OAB se solidariza aos sindicatos, as federações, as associações de banco e dizer que estamos vigilantes a mais essa tentativa de desmonte que não atende ao interesse da maioria dos brasileiros, e temos debatido de forma clara as circunstâncias inevitáveis de mais fome e mais miséria ao povo brasileiro”, contou João Índio.

Gilmar Santos, presidente do sindicato dos Bancários do Pará enfatizou a importância dos bancos público para o Brasil. “Foram os bancos públicos os responsáveis por manter a encomia do Brasil estabilizada durante muito tempo. Não à toa, eles querem privatizar. Os interesses são de mercado, são só deles do capitalismo.”

Valdecir Tozzi, diretor do Basa defendeu que a luta dos bancos públicos é válida, mas que é preciso apoio popular.“Nossa região tem o maior índice de inadimplência do país. Maior dificuldade estrutural, transporte, telefonia. Nós devemos criar relevância da sociedade, para que todos possam defender os bancos públicos. A sociedade precisa defender os bancos públicos. Precisamos criar nas pessoas o sentimento de que eles estão acabando com o que é nosso. O banco público é patrimônio do povo, e o precisa saber e defender seu patrimônio”, reiterou.

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Para Marcos Araújo da Central dos Trabalhadores é Trabalhadoras do Brasil, esse é um momento decisivo em meio ao golpe que o país continua passando. “Essa audiência acontece no meio de acirramento, em confronto a esse golpe que retrocede o país em mais de cem anos. Esse não é apenas debate de banco público, mas também é um debate de tira 100 milhões do BNDES que não se sabe pra onde vai. Não se sabe onde vai ser investido. Mas sabemos que a cada dia um novo deputado é comprado. Não é esse tipo de investimento que nós defendemos”, repudiou.

Na luta pela manutenção dos bancos públicos, é necessária mobilização da sociedade como um todo, e que os parlamentares se unam à está causa de defesa soberania do Brasil.

A presidenta da Central Única dos Trabalhadores falou sobre a agenda de lutas em defesa dos bancos públicos. “Nós diariamente estamos na luta em defesa dos bancos públicos. Essa semana, iniciaremos a campanha “Se é público é para todos”, porque sabemos que trazem banco desenvolvimento. Essa semana recebi ligação desesperada da direção do sindicato lá de Medicilândia. Eles estão sofrendo ameaça de fechar agências do Banco do Brasil e agora do Banpará”, desabafou.

Euci defendeu ainda a realização de audiências regionais para que os debates a cerca dos temas sejam levados para todos os cantos do Estado, na tentativa de adquirir relevância e apoio da sociedade.

A categoria bancária está trabalhando para aproximar a sociedade em geral, de forma a deixar evidente que a luta não é apenas dos é para os trabalhadores de banco, mas também dos serviços bancários de qualidade para a população aqui do Pará.

Lélio Costa, deputado estado (PCdoB – PA), falou sobre a necessidade de defender o banco o público como defesa também do projeto de nação. “O Brasil está passando pelo processo de desmonte, de subalternação do povo brasileiro. O que eles querem e fazem é criminalizar a política, o que facilita a entrega das nossas riquezas ao mercado financeiro. A criminalização da política faz com as pessoas saiam das ruas e não defendam este nosso patrimônio. Quem tem compromisso com a nação não é o capitalismo, mas são os bancos públicos. São os bancos públicos que desenvolvem o país e as regiões”, explicou.

O debate a cerca deste tema é relevante para a sociedade em geral. A conjuntura atual traz um novo projeto de Brasil, que faz reformas para quem pagar mais, não para o Brasil e para os brasileiros. O momento que o Brasil passa é grave. Diariamente quem produz recursos assiste os deslocamentos desses recursos beneficiando apenas uma classe privilegiada que não produz nada.

O deputado Bordalo defende que este debate precisa ultrapassar os muros dos sindicatos. A defesa dos bancos públicos é uma luta tbm pela soberania nacional. Esse é um patrimônio do povo. Nesse sentido, os encaminhamentos da audiência foram: uma reunião operativa dos Urbanitários, Bancários, Movimentos de Moradia, e Frente Brasil Popular para que sejam definidas agenda de lutas em defesa dos bancos públicos e do saneamento de qualidade para o Pará. Além de uma audiência pública em defesa dos Correios.

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