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Trabalhadores e trabalhadoras da Eletronorte no Pará entram em Greve contra a privatização

Além da aprovação para entrarem em greve, aprovaram ainda a contribuição extraordinária no valor de 2% do salário base pelo período de seis meses (setembro/2017 a fevereiro/2018), a qual será aplicada em ampla campanha contra a privatização da Eletrobras e suas empresas, anunciado pelo ilegítimo Michel Temer no último dia 21.

A campanha envolverá toda a parte de marketing, com inserções de comerciais em TV, rádio, jornal, internet, além da produção de panfletos, cartazes e outdoors, os quais visam explicar que a privatização não melhora os serviços prestados e nem reduz taxas.

No Pará, a população sente diariamente os efeitos da privatização das Centrais Elétricas do Pará (Celpa), feita em 1998 pelos governos tucanos. De acordo com Sindicato dos Urbanitários do Pará, desde a venda da Rede Celpa, a tarifa teve um aumento de 513% até o final de 2016, quase 300% acima da inflação no período que foi de 232%, decaindo na qualidade do trabalho aumentando o número de acidentes.

A Eletrobras é formada por centenas de empresas que atuam em todas as três fases da cadeia produtiva do setor de energia elétrica (geração, transmissão e distribuição). São 233 usinas de geração de energia, além de seis distribuidoras (todas nas regiões Norte e Nordeste), e 61 mil quilômetros de linhas de transmissão, quantidade suficiente para dar uma volta e meia no planeta.

Dos 25.478.352 milhões de habitantes que vivem na Região Amazônica, segundo Censo 2010 do IBGE, mais de 15 milhões se beneficiam da energia elétrica gerada pela Eletrobras Eletronorte por intermédio de parques termelétricos e quatro hidrelétricas:  Curuá-Una  e Tucuruí, no Pará (a maior usina genuinamente brasileira e a quarta do mundo); Coaracy Nunes, no Amapá; e Samuel, em Rondônia.

Na próxima quinta-feira (14), às 9 horas, na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) será realizada uma sessão especial para debater a proposta de privatização da Eletrobrás, que terá a presença de dirigentes da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) e Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE). E, na sexta-feira (15), vai ocorrer o ato em defesa da Eletronorte, na avenida Perimetral, no bairro do Guamá, em Belém.

Via: CUT Pará [Adaptado]

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