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Em audiencia pública, centrais sindicais homenageam sobreviventes perseguidos durante a ditadura militar

Em audiência pública, realizada hoje (6), na sede seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PA), sobreviventes relataram à Comissão da Verdade a qual investiga crimes no Ministério do Trabalho, a dura perseguição sofrida nos tempos da ditadura militar

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O Grupo de Trabalho da Comissão da Verdade no Ministério do Trabalho, esteve hoje (6), em Belém realizando a audiência pública sobre a “Repressão às entidades sindicais: O ministério do trabalho contra a classe trabalhadora, do governo Dutra à ditadura civil-militar”.

9 (nove) centrais sindicais compõem o Grupo de Trabalho (GT), dentre elas: Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Intersindical (dissidente do PSTU, logo após foi criada a Nova cental), Força Sindical, Central dos Sindicatos Brasileiro (CSB), Intersindical, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e Nova Central. Além das Centrais, compõem também o GT a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (DIEESE) e o Intercâmbio, Informações, Estudos e Pesquisas (IIEP)

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Em dezembro de 2014, os Grupos dos Trabalhadores das Comissão Nacional da Verdade (CNV), composto pelas centrais e pelos três membros sobreviventes do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) de 1964 – Raphael Martinelli, Clodesmidt Riani e Paulo de Mello Bastos – entregaram ao Ministério do Trabalho um documento solicitando a realização do levantamento das intervenções sindicais executaras entre os anos de 1964 e 1988. Mas foi só em maio de 2016, no governo da então presidenta Dilma Rousseff, que o Grupo de Trabalho da Comissão da Verdade no Ministério do Trabalho foi criada. Em meio à crise política que o país sofreu, houve uma paralisação nos trabalhos, os quais foram retomados em dezembro do mesmo ano.

Para o coordenador do IEEP, Sebastião Neto, é preciso se debruçar no resgate da história de pessoas torturadas. “É preciso que os parentes venham depor e fazer valer estas vidas tiradas. Não podemos ficar apenas com a narrativa dia alfozes da ditadura militar. É preciso resgatar os relatos reais do horror ao perseguido e torturado naquele periodo, por isso as audiências públicas são tão importantes.”

Temas complememtares

o GT visa prioritariamente 2 (dois) temas complementares: os processos de intervenção sindical realizou pelo Ministério Público do Trabalho (MTE); papel da Divisão de Segurança e Informações (DSI) e as Assessorias de Segurança e Informações (ASIs) do MTE e das Delegacias Regiaonis do Trabalho (DRTs). Para que estas sejam base do Serviço Nacional de Informações (SNI), as quais existiam em todos os ministérios civis e órgãos governamentais, que formavam o Sistema Nacional de Segurança (Sisni).

No documento recebido por Antônio Artelequino, representante do MTE na audiência pública há um destaque para os documentos remotos do “Ministério da Revolução”, estima-se que estes formam uma “montanha” em massa documental “soterrada”, sob forma de 700 metros cúbicos de papeis empilhados, ou cerca de 8.640 metros lineares de documentação.

Sobreviventes homenageados

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Na audiência foram homenageados Raphael Martinelli, ex-militante do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) e do então Partido Comunista Brasileiro (PCB); Raimundo Gomes do sindicato dos petroleiros; Manoel Fernandes, trabalhador rural e o o vereador Fernando Carneiro (PSOL-PA), estudante à época. Todos relataram histórias de horror R tragedias, com perseguições policiavas sofridas durante o período da ditadura militar no Brasil.

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Os represetantes na audiência foram:

Juliana Fonteles, vice-presidenta da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PA, o qual enfatizou que as perseguições políticas nunca cessaram, fazendo um resgaste ao assassinado de do advogado e militante das causas dos direitos humanos, Paulo Fonteles, seu pai. E agora, de Paulo Fonteles Filhos, seu irmão, o qual após sofrer diversas ameaças de morte, está atualmente fora do estado.

Sebastião Neto, do GT da Comissão da Verdade Nacional e IIEP; Ismael Cesar do GT nacional; Antônio Artequilino (MTE); Nazareno Ribeiro (UGT); Cléber Rezende (CTB); Dênis Carvalho (CUT); Mônica Brito (Intersindical); Nonato Brito (Força Sindical); Marivaldo Silva (Nova Central); João Rodrigues (CSB) e Roberto Sena (Dieese).

A audiência foi transmitida ao vivo. Veja como foi: https://goo.gl/ehw7xP

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